Nasci em Maringá em 06/03/ 1982 e cresci em Curitiba, em um bairro simples, com recursos escassos e horizontes curtos. Não havia muitas opções, então cedo eu entendi uma coisa: ou eu me movimentava, ou ficava. Aos 8 anos me converti na igreja. Ali, sem perceber, comecei meu verdadeiro treinamento. Música, teatro, liderança, organização, biblioteca. Tudo. A igreja virou meu primeiro laboratório de comunicação, palco, bastidor e gestão humana. Eu ainda não chamava isso assim, mas já estava sendo moldado.
Na juventude, a realidade apertou. Meus pais se separaram, o dinheiro ficou curto e a urgência bateu. Sem faculdade, fui atrás de trabalho onde dava. Vendas, empregos operacionais, até McDonald’s. O problema não era trabalhar. Era o teto baixo. Salário pequeno demais para quem pensava grande. Então comecei a buscar outras rotas. Foi quando apareceu a Barsa.
Vender livros de porta em porta, em vários estados do Brasil, não romantiza nada. É rua, rejeição, disciplina e persuasão crua. Ali eu aprendi rápido: quem sabe se comunicar sobrevive. Quem não sabe, desiste. Passei por várias empresas depois disso. Em todas, o padrão se repetia: eu me destacava vendendo. Não por técnica mirabolante, mas por leitura de gente, narrativa e presença.
Mais tarde, ao ingressar na faculdade de Teologia, algo ficou impossível de ignorar. Pastores brilhantes em conteúdo, fracos em comunicação. Mensagens boas morrendo na garganta. Vi ali uma dor estrutural. Fiz meu TCC sobre isso. Mas a pesquisa foi mais longe do que eu esperava. O problema não era dos pastores. Era das pessoas. Medo de falar, de se expor, de se posicionar. Medo de existir publicamente.
Aquilo virou obsessão. Comecei a estudar comunicação de forma ampla e profunda. Rádio, locução, teatro, oratória, palco, voz, narrativa. Fiz tudo. Não para virar especialista acadêmico, mas para dominar o jogo. Abri minha primeira turma de oratória quase como um teste. O resultado foi imediato. Turma cheia. Transformação real. Mas o ponto decisivo não foi financeiro. Foi visceral. Eu amava aquilo. Amava tanto que faria de graça. Receber por isso foi só consequência.
O que começou como curso virou escola. O que era técnica virou método. O que era aula virou movimento. Hoje somos a escola referência em oratória no sul do Brasil. Já vendi mais de 6.000 livros. Mais de 20.000 alunos passaram pelos nossos treinamentos. Nossos eventos já reuniram mais de 10.000 pessoas. Mas o principal não são os números. É a tese.
Criamos o conceito de Capital Comunicacional. Uma ideia simples e incômoda: quanto maior a capacidade de uma pessoa se comunicar, se posicionar e sustentar sua narrativa, maior tende a ser seu sucesso profissional, financeiro e social. Comunicação não é acessório. É ativo. É poder acumulável.
Minha história não é sobre aprender a falar. É sobre descobrir que quem não comunica, não escala. E quem domina a comunicação, muda o próprio destino.
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